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POLÍTICA

NÃO QUER DEVOLVER SUPER SALÁRIOS

16 janeiro 2020 - 01h04Por Felipe Raphael Pinto Silva - Economista

O Governo do Estado do Amazonas têm apresentado desprazeres já no primeiro ano da nova gestão, com o Governador Wilson Lima e o seu Vice Dr. Carlos Almeida Filho. Sem dar atenção às prioridades do estado, como a saúde por exemplo, demonstra profunda falta de senso de gerenciamento, ou seja, sem condições administrativas para estar a frente do poder executivo, além de, contar com enorme imcompentência do vice em resolver problemas simples do governo.
Antes de irmos direto ao ponto chave desse artigo, vale lembrar de outros pontos importantes que causaram amplo descontentamento com a gestão atual. De tantos, lembraremos aqui que o Governo logo no inicio de sua gestão destinou verba a cultura, cerca de 20 milhões de reais (Portal da Transparência), enquanto hospitais do estado passavam por problemas gravíssimos, como falta de material e salários atrasados de funcionários. O centro dessa questão é a prioridade: numa casa o pai prioriza a comida na mesa ao invés do aluguel em uma situação dificil. Da mesma forma esperava-se esse entendimento por parte do governador, que foi eleito por conta da esperança da população em mudar o cenário político com o "novo" e resolver problemas básicos. Até setembro de 2019 já se acumulava mais de 60 milhões de reais gastos com a Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC). E não foi só isso.
Para pagar tanta festa, Wilson Lima e Carlos Almeida usaram recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) que deveriam ser usados em obras e serviços no esquecido e abandonado interior do Estado. Os recursos do FTI têm escoado diretamente para a AADC.
Esse foi somente um exemplo de gastos exorbitantes por parte do governo do Amazonas, que conta ainda com salários atrasados de técnicos da saúde. Sem falar da contratação de tercerizados mesmo sem pagar os profissionais antigos.
Com tanto dinheiro, sobrou ainda para aumentar em mais de 200% os salários do alto escalão do governo. Sim, exatamente isso! Mesmo com salários de profissionais da saúde em atraso, crianças morrendo em hospitais por falta de condições, congelamento de salários dos servidores públicos do estado, tem dinheiro para esse aumento. Como exemplo, um secretário que ganha 8 mil reais passaria a ganhar mais de 20 mil reais. Porém, com a pressão popular o governo resolveu voltar atrás e manter os salários anteriores.
Todovia, mais engraçado que a presença de Omar Aziz no governo, é não querer devolver os valores recebidos a mais. Estamos falando de 4 milhões de reais recebidos nos meses de novembro e dezembro de 2019. O desfecho segue no TCE, já que aceitou a denúncia com pedido de devolução dos supersalários.