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General Villas Bôas é alvo de ataques covardes e mentiras de gente suja

19 fevereiro 2021 - 17h04Por Silvio Rodrigues

A interpretação oportunista e precipitada de parte do Livro “General Villas Bôas – conversa com o Comandante”, recém-lançado pela Editora FGV, a partir de depoimentos concedidos pelo general ao longo de cinco dias entre agosto e setembro de 2019, tem sido utilizada por elementos inescrupulosos que ora tentam desmerecer a pessoa do General com acusações falsas e maliciosas em vários sítios e blogs.

A entrevista, com mais de 13 horas de duração, foi comandada pelo professor e pesquisador Celso de Castro.

No livro, o militar narra que o texto foi redigido por várias mãos na alta cúpula do Exército. "O texto teve um 'rascunho' elaborado pelo meu staff e pelos integrantes do Alto Comando residentes em Brasília. No dia seguinte da expedição, remetemos para os comandantes militares de área. Recebidas as sugestões, elaboramos o texto final, o que nos tomou todo expediente, até por volta das 20 horas, momento que liberei para o CComSEx (Centro de Comunicação Social do Exército) para expedição", descreveu Villas Bôas.

A versão está no livro General Villas Bôas: Conversa com o Comandante, lançado pela Editora FGV a partir de entrevista ao pesquisador Celso Castro. Nela, o militar detalha, do seu ponto de vista, como se deu a construção daquele recado. Para ele, não foi uma ameaça, e sim um “alerta”.

Segundo o general, houve duas motivações para divulgação da mensagem. Uma era o que chamou de “insatisfação da população” com o País. A outra era a demanda que chegava ao Exército por uma intervenção militar, o que afirmou considerar impensável.

Além de planejado com o Alto Comando do Exército, o recado, segundo o general, passou por revisão dos comandantes militares de área, seus subordinados.

Texto do livro General  Villas Bôas - Conversa com o Comandante

Página do livro

A mensagem contida naquele tuíte só pode ser interpretada com propriedade dentro das condicionantes em que ocorreu. No texto, a palavra-chave é ‘impunidade’.

Relembrando aquele episódio, continuo avaliando-o como oportuno. Desencadeou uma enxurrada de demonstrações de apoio que me surpreenderam. Não foi em busca desse apoio que nos manifestamos, o que teria sido uma atitude demagógica. Recebi também uma quantidade ponderável de críticas, esperadas e compreensíveis por parte de alguns articulistas. Houve um colunista que disse que a anarquia militar havia voltado.

Não tínhamos a pretensão de que algum juiz alterasse seu voto. Logicamente, o voto da ministra Rosa Weber já estava redigido naquele momento.

Não era uma ameaça aos juízes

O país, desde algum tempo, vive uma maturidade institucional não suscetível a possíveis rupturas da normalidade. Ademais, eu estaria sendo incoerente em relação ao pilar da ‘legalidade’. Tratava-se de um alerta, muito antes que uma ameaça.

Duas motivações nos moveram. Externamente, nos preocupavam as consequências do extravasamento da indignação que tomava conta da população. “Tínhamos aferição decorrente do aumento das demandas por uma intervenção militar. Era muito mais prudente preveni-la do que, depois, sermos empregados para contê-la. Internamente, agimos em razão da porosidade do nosso público interno, todo ele imerso na sociedade. Portanto, compartilhavam de ansiedade semelhante. Nenhum receio de perda de coesão ou de ameaça à disciplina, mas era conveniente tranquilizá-lo.”

Coerência e sabedoria

Em fevereiro de 2015, a conjuntura nacional era conturbada. O Brasil ainda vivia os reflexos das manifestações de 2013, que se estenderam após as eleições presidenciais do ano seguinte e não cessaram após o processo de impeachment. Em meio à turbulência, o General Villas-Bôas foi a voz do Exército Brasileiro, deixando clara a percepção da crise ética vivida pelo País, mas ressaltando a importância da manutenção da estabilidade, da legalidade e da legitimidade, bem como a defesa da Constituição Federal.

O papel apaziguador do Comandante em meio à crise foi alvo de observações positivas por parte de autoridades de todos os níveis e veículos de imprensa do Brasil e do exterior. A aprovação também veio da maior parte da população, algo observável, por exemplo, nas milhares de interações do público nos espaços de comentários de órgãos de comunicação.

Ataques do Olavo

Os ataques que ora se apresentam, são a continuidade dos insultos proferidos pelo gênio do mal Olavo de Carvalho que ainda no período do Governo Dilma, já proferia ataques pessoais ao General Villas Bôas, sem razão explicada como o fez e ainda o faz.

Em sua conta no Facebook, Olavo de Carvalho, disparou uma série de ataques contra os militares que integravam o alto escalão do Executivo Federal. "Há coisas que nunca esperei ver, mas estou vendo. A pior delas foi altos oficiais militares, acossados por afirmações minhas que não conseguem contestar, irem buscar proteção escondendo-se por trás de um doente preso a uma cadeira de rodas. Nem o Lula seria capaz de tamanha baixeza", escreveu.

 Ele acusou os militares de se esconderem por trás “de um doente preso a uma cadeira de rodas”. Fazendo referencias aos Generais Santos Cruz e Franklimberg Ribeiro, quais foram defendidos por Villas Bôas.

 “Dizer que um doente preso a uma cadeira de rodas está preso a uma cadeira de rodas é ofendê-lo? E dizer que homens adultos não deveriam envolvê-lo em suas briguinhas pessoais é dar esporro nele ou neles? Ninguém mais neste país sabe ler ou os que sabem fingem que não sabem, para poder usar como instrumento de crime de difamação, sem que ele se dê conta, o homem preso à cadeira de rodas?”

A frase acima, publicada em uma rede social, revela a arrogância de Olavo de Carvalho. Olavo fez críticas a Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército. O ataque conseguiu unir as Forças Armadas e políticos.

Após a repercussão, ele se viu obrigado a deletar a baixaria contra o general, que o chamou de “desocupado”. “A quem me chama de desocupado não posso nem responder que desocupado é o cu dele, já que não para de cagar o dia inteiro”, havia tuitado Olavo.

Por causa desse comentário, o cantor e compositor Lobão chamou Olavo de Carvalho de “sórdido”.

Olavo citou o ex-presidente Lula em mais uma mensagem:

"Nem o Lula seria vil e porco o bastante para, fugindo a argumentos sem resposta, se esconder por trás de um doente preso a uma cadeira de rodas. Mas os nossos heroicos generais são".

Olavo de Carvalho se referia à mensagem que o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército, postou nas redes sociais, criticando suas declarações e o chamando de “Trotski de direita”. Villas Bôas sofre de uma doença degenerativa que limita seus movimentos, que o levou a usar uma cadeira de rodas.

"Mais uma vez o Sr. Olavo de Carvalho a partir de seu vazio existencial derrama seus ataques aos militares e às Forças Armadas, demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia. Verdadeiro Trotski de direita, não compreende que substituindo uma ideologia pela outra não contribui para a elaboração de uma base de pensamento que promova soluções concretas para os problemas brasileiros. Por outro lado, age no sentido de acentuar as divergências nacionais no momento em que a sociedade Brasileira necessita recuperar a coesão e estrutura um projeto para o país", escreveu Villas Bôas na ocasião.

O General Villas Bôas deve ter trocado os nomes ao se referir ao velho stalinista Olavo. Ao invés de Trotsky, deveria chama-lo sim de Stalin, pois Olavo sempre foi e continua sendo stalinista por convicção e ações. De direita nunca foi e quando de esquerda, foi  enxotado do PCB por causa de sua estupidez .

O que vimos agora é a continuação da insanidade  de Olavo sendo aproveitada pelos stalinistas de plantão que não tem coragem de atacar frontalmente o governo Bolsonaro e ficam tentando da forma mais vil e reprovável, atribuir suas frustrações a alguém que no momento não consegue por si só defender-se, mas que como um bom General, que nunca precisou desembainhar a espada para vencer seus inimigos, conta e contará sempre com a lealdade de seus amigos que o veem como eterno comandante e se colocam com leais soldados.

O General Villas Bôas fez o Brasil caminhar para frente em momentos delicados da história recente. Soube enfrentar várias crises, sempre preocupado com o destino do país, enquanto bem maior a ser preservado. Nos últimos anos, o General Villas Bôas foi acometido de uma doença degenerativa, que o destinou a uma cadeira de rodas, sem que, por isso, tenha perdido sua mente de estrategista, nem sua dignidade moral.

Trago aqui como amigo de Villas Bôas e Franklimberg, assim como, de tantos outros honrados militares, o testemunho da amizade para melhor expressar a minha indignação com os ataques dos quais foi objeto por parte de um BANDO de covardes.

Recorrer à sua condição física como meio de insulto é algo abjeto. Que o digam também outros deficientes físicos do país. E isto por que ousou se posicionar contra ataques que as Forças Armadas e o Exército em particular têm sofrido. Sentado, em sua cadeira de rodas, o General caminha melhor do que aqueles que o atacam.

Nada disto é aleatório. Os militares vieram a participar do atual governo por iniciativa individual, pois acreditaram ter uma missão a cumprir. Apesar das aparências, não agem como um grupo. Não se encontram, nem se reúnem regularmente. Muitas vezes nem se falam.

O Vice-presidente Mourão foi alvo dos maiores impropérios que nem merecem ser reproduzidos, de tão baixos que são. Atentam à sua honra pessoal e à farda que sempre vestiu. Sempre teve uma conduta exemplar no Exército, sendo um homem de convicções. O Secretário de Governo na ocasião, general Santos Cruz, tornou-se, objeto de ataques do mesmo tipo, de igual forma, o General Franklimberg.  Sendo estes, exemplos para os seus companheiros de farda, com carreira ímpar de combatente, pessoas também da mais alta retidão moral. Não se pode senão qualificar de torpeza ética o que está acontecendo com eles.

Que o Brasil tenha mais pessoas com decência, a moral, o patriotismo e a visão do General Villas Boas!