sábado, 08 de maio de 2021
FORAGIDO

Polícia procura suspeito de atacar produtora do Porta dos Fundos

Homem já é conhecido das autoridades; em 2013 ele agrediu o secretário de Ordem Pública do Rio de Janeiro

31 dezembro 2019 - 13h46Por Fabrício Cavalcante

Rio de Janeiro/RJ- A Polícia Civil do Rio (PC-RJ) fez uma operação, na manhã desta terça-feira (31), em busca Eduardo Falzi Richard Cerquise, um dos suspeitos de atacar a produtora do Porta dos Fundos em Botafogo, na Zona Sul, no dia 24 deste mês.

Os agentes percorreram ruas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e da Zona Norte e Centro da cidade para tentar cumprir o mandado de prisão contra Eduardo Falzi Richard Cerquise, mas ele não foi encontrado e já é considerado foragido. Na casa dele foram apreendidos R$ 119 mil, munição, uma arma falsa, computador e uma camisa de entidade filosófica e política.

De acordo com a polícia, era o único dos cinco suspeitos que não estava usando capuz na hora do ataque, no dia 24 deste mês. Para identificá-lo, a polícia utilizou mais de 50 câmeras de segurança da região onde ocorreu o ataque.

De acordo com o delegado Marco Aurélio de Paula Ribeiro, titular da 10ª DP (Botafogo), foi possível identificar o rosto de Fauzi por meio de imagens de câmeras de vigilância que registraram trechos da fuga do grupo. Ele desembarcou do carro usado no ataque e retirou o capuz. Em seguida, ele caminha pela rua Martins Ferreira e embarca em um táxi que o levou até a Barra da Tijuca. "Conseguimos identificar o taxista que o identificou nessa investigação", declarou o delegado.

Eduardo Cerquise é o mesmo homem que agrediu o secretário de Ordem Pública do Rio em 2013. Contra ele constam 20 ocorrências pelos crimes de ameaça e agressão.

O ataque ao Porta dos Fundos

Um grupo de cinco pessoas jogou bombas de fabricação caseira na sede da produtora e fugiu. Um vigilante estava no local e, por isso, o caso está sendo tratado como tentativa de homicídio. O fato se deu no dia 24 deste mês.

A produtora do Porta dos Fundos tem sido criticada nas redes sociais por vários grupos cristãos, pela maneira como retratou Jesus no especial de Natal deste ano - um programa de humor, exibido na Netflix.

O ataque seria uma resposta ao vídeo no qual Jesus é retratado como homossexual. A produção foi criticada por grupos religiosos que consideraram o vídeo ofensivo à tradição cristã.