sábado, 08 de maio de 2021
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O Brasil deixou a Celac pelo apoio aos regimes "não democráticos" da Venezuela, Cuba e Nicarágua

17 janeiro 2020 - 14h23Por Jose Luis A Monasterios
       O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse na quinta-feira que o Brasil decidiu deixar a Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac) por causa do apoio que a agência dá a regimes não democráticos, como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua.
 
       “O Brasil decidiu suspender sua participação no Celac porque a agência não estava obtendo resultados na defesa da democracia ou em qualquer área. Pelo contrário, deu lugar a regimes não democráticos, como os da Venezuela, Cuba e Nicarágua ”, afirmou o chanceler em uma mensagem que ele postou em sua conta no Twitter.
 
     Araújo explicou na rede social os motivos que levaram o governo brasileiro a anunciar na quarta-feira que suspendeu sua participação em todas as atividades do Celac, que reúne 33 países nas Américas.
 
     A chancelaria apenas atribuiu sua decisão à falta de condições do organismo para agir adequadamente no atual contexto de crise regional.
 
    Araújo acrescentou que, apesar de sua decisão, o Brasil está comprometido com a integração regional, mas condicionado à sua promoção por países democráticos.
 
    "O Brasil reforça sua determinação de trabalhar com todas as democracias da região (bilateralmente ou através da OES, Prosur ou Mercosul) para uma agenda de liberdade, prosperidade, segurança e integração aberta", acrescentou o chanceler no Twitter.
 
    A decisão brasileira de deixar o Celac foi comunicada na semana passada ao México, que em 8 de janeiro assumiu a presidência temporária do fórum e convidou o Brasil a se reintegrar.
 
     Em sua resposta, o Brasil declarou que não participaria das atividades do fórum por não “considerar que as condições para o desempenho (apropriado) do Celac estão presentes no atual contexto de crise regional”, acrescentando que não assinará nenhum documento, agenda ou proposta de trabalho decorrente das reuniões ministeriais da agência.
 
    O La Celac, um dos principais fóruns de consulta política da América Latina, nasceu em fevereiro de 2010, compreendendo 33 países da América Latina e do Caribe.
 
     A organização, que reúne praticamente todos os membros da OEA, com exceção dos Estados Unidos e Canadá, mas com a presença de Cuba, foi uma iniciativa do então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, um dos principais rivais políticos do atual chefe de Estado. Jair Bolsonaro.
 
    O governo Bolsonaro também abandonou a participação do Brasil na União das Nações Sul-Americanas (Unasul), assim como países como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Paraguai, e optou por ingressar no Fórum para o Progresso na América do Sul (Prosur).