quinta, 06 de maio de 2021
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Exército manda manifestantes se retirarem da linha de fronteira

para evitar conflito com Guarda Nacional Venezuelana

09 fevereiro 2020 - 22h22Por Jose Luis A Monasterios

Pacaraima vive terceiro dia de manifestações, depois de estupro de adolescente por estrangeiro         

     Depois de momentos de tensão ocorridos na manhã deste domingo (9 de fevereiro), quando o Exército Brasileiro determinou que os manifestantes desfizessem a barricata montada na linha divisória do Brasil com a Venezuela, o município de Pacaraima vive um momento de tranquilidade neste começo de tarde, ainda que os manifestantes estejam nas ruas. Foi montada uma tenda na principal rua da cidade, a Suapi.
 

 
         De acordo com fontes do blog no município e redes sociais, os manifestantes foram orientados pelo Exército a manterem distância da linha divisória entre os dois países para evitar confronto com os homens da Guarda Nacional Venezuelana, que se mantém do lado venezuelano fortemente armados.
 
       Houve um princípio de tumulto quando correu na cidade a informação de que estrangeiros teriam tentado invadir o supermercado Mercabox, que já havia sido apedrejado por estrangeiros na semana passada. No entanto, a polícia interveio e conteve a situação.
 
      “Sempre que há manifestação aqui em Pacaraima, a organização do movimento pede que o comércio local possa aderir, fechando os estabelecimentos para evitar qualquer tipo de contratempo. Mas muitos teimam em continuar com as lojas abertas e, geralmente incidentes como esse acontecem”, disse João Kleber, empresário local.
 
       A intenção dos manifestantes é prosseguir com o protesto nesta segunda-feira (10 de fevereiro). A Prefeitura de Pacaraima deve aderir ao manifesto, colocando suas secretarias junto com os manifestantes na tenda do comando do movimento para atender a população.
 
     O entendimento do prefeito Juliano Torquato é que se faz necessário chamar a atenção das autoridades em Brasília para a situação de Pacaraima. Ele diz que os recursos financeiros e a capacidade de atendimento dos serviços públicos locais estão exauridos, dado o aumento da demanda com a chegada incessante de imigrantes venezuelanos.
 
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