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Presidente Bolsonaro afirma que está quase tudo certo para novo auxílio. Votação é hoje

03 março 2021 - 10h04Por Silvio Rodrigues

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta segunda-feira que o auxílio emergencial está confirmado com quatro parcelas no valor de R$ 250. Os pagamentos inclusive devem se iniciar já no mês de março, se estendendo então até junho, o que garantirá uma nova ajuda de R$ 1.000,00 por parte do Governo.

Bolsonaro esteve reunido no domingo com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, a fim de discutir, entre outros assuntos, a prorrogação do benefício bem como a tramitação da PEC Emergencial e a situação da pandemia da covid-19. “O auxílio emergencial movimenta a economia local. Está quase tudo certo, teve uma reunião de três horas ontem à noite aqui”, citou Bolsonaro para apoiadores, no período da manhã desta segunda-feira, na saída do Palácio da Alvorada.

Segundo Bolsonaro, o novo valor do auxílio, acordado em R$ 250 por quatro meses, está “acima da média do Bolsa Família, que é de R$ 190”. “Alguns reclamam: é muito pouco. Meu Deus do céu, alguém sabe quanto custa isso para todos vocês brasileiros? O nome é ‘auxílio’, não é aposentadoria”, afirmou o Presidente.

O presidente ainda reforçou que a União não tem dinheiro para pagar o benefício. “Eu tenho falado isso: é endividamento. Não tenho dinheiro no cofre não. É endividamento”, concluiu.

Além de Guedes e dos representantes do Legislativo, a reunião contou ainda com a presença dos Ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Netto (Casa Civil).“Durou quase três horas, vários assuntos tratados, vamos colocar em prática a partir de hoje”, disse Bolsonaro sobre o encontro.

Nas redes sociais, Bolsonaro publicou no domingo a foto da reunião e citou ter tratado sobre “vacina, auxílio emergencial, PEC Emergencial, emprego, e a situação da pandemia”.

A PEC Emergencial, formulada para destravar o auxílio emergencial, está prevista para ser votada nesta quarta-feira, 3, mas ainda não há, contudo, acordo entre os líderes partidários.

A proposta é uma das condições da equipe econômica para o pagamento de novas parcelas do benefício. O texto inclui medidas de corte de despesas para serem acionadas no futuro, os chamados gatilhos. Há no Congresso, porém, um movimento para aprovar a PEC apenas com o auxílio, sem as medidas de contrapartida.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), confirmou na manhã desta segunda-feira (1) que o auxílio emergencial será pago até junho, com parcelas de R$ 250, e que a primeira parcela seria paga ainda em março. A confirmação do político foi feita no perfil pessoal do Twitter. Segundo Lira, o próprio presidente Jair Bolsonaro debateu o tema em um jantar na noite de domingo  (28).

O objetivo inicial do Auxílio Emergencial (AE) foi construído para garantir uma renda mínima aos trabalhadores informais no período de distanciamento social.

Para minimizar os efeitos socioeconômicos de uma das maiores crises dos últimos 120 anos, o Governo Federal junto com o Congresso Nacional criou um escudo temporário para minimizar os efeitos negativos da pandemia. Deve-se entender que as medidas excepcionais realizadas sem contrapartidas fiscais ocorreram em um período de aguda retração econômica mundial e não podem ser vistas como soluções para problemas estruturais da economia; afirma nota oficial do Governo Federal.

 

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