sábado, 08 de maio de 2021
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Bancada do Amazonas reúne hoje com Ministro da Economia para tentar reverter decreto das bicicletas

23 fevereiro 2021 - 11h58Por Silvio Rodrigues

A bancada do Amazonas vai apresentar projeto de decreto legislativo para derrubar a redução do Imposto sobre Importação de bicicletas, determinada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (17).

De acordo com a Camex, o Imposto de Importação das bicicletas, que é de 35%, cairá para 30%, em março, para 25%, em julho, e para 20%, em dezembro. O senador Omar Aziz (PSD-AM) enviou carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo a revisão da decisão, alegando prejuízos para o Polo Industrial de Manaus. Primeiro vice-presidente da Câmara, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) deve se reunir na próxima semana com Guedes para discutir o assunto. Segundo ele, a medida inviabiliza a produção desse tipo de veículo no Amazonas.

"Vivemos no Amazonas um dos momentos mais críticos da nossa história, uma crise sanitária sem precedentes com efeitos econômicos gravíssimos, na medida em que milhares de amazonenses não estão podendo trabalhar, o que torna maior nossa dependência dos empregos do polo industrial de Manaus. A medida da Camex simplesmente inviabiliza o polo de bicicletas da Zona Franca de Manaus e transfere empregos da Zona Franca para a China", disse o Deputado, após reunião virtual da bancada do Amazonas para tratar do tema.

De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (ABRACICLO), as fabricantes de bicicletas do Polo Industrial de Manaus produziram 773.641 unidades em 2018. Os números fazem do Brasil o quarto maior produtor no segmento de bicicletas em todo o mundo, gerando mais de 12 mil empregos diretos na Zona Franca de Manaus.

Ilustrar a importância da fabricação da bicicleta foi o tema da campanha de esclarecimento pedagógico/ elucidativo lançada em dezembro pela entidade que congrega as empresas que fabricam bicicletas na Amazônia, a ABRACICLO. As fábricas ajudam a manter a floresta em pé, ninguém mais duvida.

 São empresas que não poluem e que fabricam veículos carbono zero e geram mais de 14 mil empregos. São famílias que não dependem de desmatar a floresta para sobreviver. E gerar emprego é a mais digna forma de fazer a estatística da vulnerabilidade social se transformar em exercício da cidadania.