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O Brasil está de luto pela perda de uma de suas maiores vozes. Zezinho Corrêa

06 fevereiro 2021 - 20h27Por Silvio Rodrigues

O vocalista do grupo Carrapicho, Zezinho Corrêa, partiu neste sábado (6), aos 69 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.

Ele estava internado desde 4 de janeiro em Manaus e foi intubado após apresentar sintomas da Covid-19, como dores no corpo e falta de ar.

O grupo, que surgiu nos anos 1980, misturou forró tradicional com as toadas de boi bumbá, consolidando-se como um dos maiores representantes da cultura amazonense.

A banda vendeu mais de 15 milhões de discos. Ao todo, foram 18 álbuns, sendo o último denominado “Ritmo Quente”, lançado em 2004. Dez anos depois, o grupo lançou um DVD com o mesmo nome.

Nota família

"Agradecemos imensamente o carinho, todas as orações e todo o amor que vínhamos recebendo dos fãs, familiares, amigos e admiradores dele", diz nota da assessoria do cantor.

“O céu ganhou mais uma estrela que, com sua luz, brilhará para a eternidade. Obrigada por levar o nome do Amazonas para o mundo, obrigada por ser esse ser humano incrível em todos os sentidos, você já está fazendo muita falta em nossa família. Daqui vamos continuar te amando sempre”, completou o comunicado.

Ao longo de janeiro, Zezinho Corrêa lutou contra a Covid-19. Depois de ser internado no dia 4 no Hospital SAMEL, o vocalista do Carrapicho foi transferido dois dias depois para um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do PRONTOCORD, onde ficou permaneceu desde então.

Biografia

A internação de Zezinho aconteceu menos de dez dias após o lançamento de um livro em homenagem à sua carreira, em 28 de dezembro. A obra que conta em detalhes sobre a vida do artista desde a infância no interior do Amazonas até o sucesso alcançado na Europa foi escrita pelo jornalista Fabrício Nunes.

O evento de lançamento aconteceu no Centro Cultural Palácio Rio Negro, em Manaus. Além de vocalista, o artista atuava como assessor de projetos sociais no SESC Amazonas. 

Zezinho Corrêa – Zezinho do Carrapicho

Zezinho Corrêa nome artístico de José Maria Nunes Corrêa (Carauari, 21 de maio de 1951 - Manaus, 6 de fevereiro de 2021) foi um cantor brasileiro, conhecido por integrar a Banda Carrapicho.

Zezinho nasceu em Carauari no interior do Amazonas. O artista iniciou a carreira como ator, depois de fazer um curso de formação no Rio de Janeiro.

Zezinho atuou em diversos musicais até investir na carreira de cantor e, em meados da década de 1980 integrou o Grupo Carrapicho, junto com os músicos Roberto Bopp e Nill Cruz. A banda fez muito sucesso com seu forró gingado e na década de 1990 com o “Tic Tic Tac” alcançou reconhecimento internacional.

Também investiu em carreira solo, produzindo projetos musicais. Entre os destaques estão a participação no musical “Boi de Pano”, durante o Festival Amazonas de Ópera de 2000; a gravação do próprio CD solo no ano de 2001, no Teatro Amazonas e a participação no musical de Natal “Ceci e a Estrela”, em 2017

Grupo Carrapicho

O Grupo Carrapicho foi criado pelo músico Roberto Bezerra de Oliveira "Bopp" em 1978. Os primeiros músicos que participaram no iniciam foi a cantora Lauriana, o percussionista Asclé. Mais tarde, o grupo foi registrado no Cartório de Registros Especiais em 07 de junho de 1980, pelos músicos Roberto Bezerra de Oliveira "Bopp" (Violão); Zezinho Nunes Correa (Cantor); Fernando Hugo Giffoni (Percussionista); (conforme documento registrado no Cartório) em Manaus.

No início trabalhavam com MPB e mais tarde, começaram a trabalhar com o estilo forró tradicional, assim sendo conhecido em toda região norte com a gravação de um Compacto Duplo e quatro Lp’s e a participação numa coletânea de um LP com vários artistas amazonenses. Porém, no final da década de 1980, as toadas de boi-bumbá eram frequentes em seus trabalhos, mas não deixando o forró de lado.

O grupo passou trabalhando regionalmente durante dezesseis anos. Em 1996, um produtor francês, Patrick Bruel, ouviu a toada Tic, Tic Tac na versão do grupo e decidiu lançá-la na França, tornando-se um dos maiores sucessos na Europa, e no Brasil, pois a música ficou na posição 34 das 100 músicas mais tocadas do ano de 1996 no país.

Saudades e consolo

Baião, baião. A tristeza vai embora do meu coração, no bater dessa zabumba, no toque do acordeom.

Seu sorriso cristalino de alegria sempre estará em nossas lembranças, assim como sua doce e angelical voz que a tantos embalou e a tantos alegrou.

“BEM PIOR QUE A SAUDADE QUE BATE NO CORAÇÃO É FICAR DE PUXA ENCOLHE NUMA GRANDE CONFUSÃO” Zezinho Correa.