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O RACISMO EXISTE?

"Uma análise do racismo e dos movimentos supostamete defensores dos negros"

22 novembro 2020 - 11h32Por Reinaldo Valverde Pereira

      Se alguém responder não para esta pergunta pode ter certeza que essa pessoa é um grande idiota. É inegável a existência do racismo, no entanto não podemos aceitar o monopólio dos movimentos ligados ao sistema progressista como os únicos capazes de ser o “Chapolim Colorado” dos negros, quando estão em apuros é só dizer as palavras mágicas, “e agora quem poderá nos defender?”

     Tais movimentos que se julgam defensores, porém o que de fato acontece é a promoção de um sentimento de ressentimento entre negros e brancos, pregam umas coisas estranhas e irreais tais como: “racismo estrutural”, “dívida histórica”, “lugar de fala”, “privilégio dos brancos” e outros.

        Aí pegam esses clichês e começam com as hashtags e aí é dada a largada para o compartilhamento dos militantes e seu exército devidamente fisgados pela lavagem cerebral progressista. O pior é que a maioria dos compartilhamentos são executados por “inocentes úteis”, que inconscientemente contribuem para disseminar uma mensagem na qual o transmissor nem se quer sabe do que se trata de fato.

      Vamos tecer breves comentários apenas os conceitos clichês dos movimentos.

      Racismo estrutural: pregam a ideia de que o racismo está presente em toda a estrutura social da nação, em linhas gerais é como se todos nós de uma forma ou de outra fossemos racistas, é óbvio que existe pessoas racistas, mas taxar toda estrutura social onde todo um povo está inserido “estrutura racista”, aí já é de um exagero sem precedentes.

      Dívida histórica: essa é uma grande ideia absurda, um tanto quanto delirante, segundo os defensores desta os brancos de hoje têm uma dívida com os negros porque seus antepassados os escravizaram há centenas de anos atrás. Vamos propor uma situação hipotética: “meu ‘decavô’ contraiu uma dívida e não pagou os boletos, se passaram 300 anos aí os ‘supostos’ herdeiros do credor resolveu cobrar essa dívida com juros altíssimos, sendo esta tecnicamente impagável, mas a todo momento eu sou ameaçado para pagá-la como não tenho como liquidar o débito, o credor vai à justiça e lá num julgamento à revelia é acertado que eu tenho uma dívida eterna e todos os meses receberei um boleto e essa dívida nunca será paga totalmente quando eu morrer a dívida do meu ‘decavô’ passará para meus filhos, depois meus netos e assim será até quando existir a raça humana no planeta terra”. Isso é o que os movimentos pró-negro defendem e chama de “reparação social”, quando na verdade é nada mais nada menos do que injustiça social, cada um deve pagar suas próprias faturas e não passá-la de geração em geração, isso não faz sentido algum é um completo delírio e porque não dizer desonestidade, porque não existe a menor possibilidade de cobrança de uma dívida de quem não a contraiu. A dívida é constante e impagável é uma verdadeira exploração, poderíamos mudar o nome de “dívida histórica” para “agiotagem histórica”.

     Lugar de fala: essa é uma ideia bem absurda e ridícula, ou seja, se eu não sou negro estou impedido de falar sobre racismo, se eu nunca sofri racismo então tecnicamente eu não posso falar sobre o tema, já pensou numa loucura dessas? Neste sentido como um professor vai dar aulas? Os temas envolvidos nas disciplinas são diversos e extensos, mas eu não posso falar porque eu nunca vivi a situação real, neste caso todos os estudos científicos e didáticos a respeito são invalidados.

     E por fim privilégio dos brancos: é a ideia que todo branco é privilegiado, como assim? Conheço muitos brancos pobres que estudam em escolas públicas e moram em favelas, mas esses não tem direito as cotas, afinal de contas são brancos privilegiados, esses conceitos são tão absurdos que um mínimo de raciocínio lógico e análise dos fatos derrubam facilmente tais falácias, só para lembrar o Brasil é um país extremamente miscigenado, sendo assim aqui não existe ninguém “puro sangue”, a verdade é que todos nós independentemente da cor da epiderme temos em nosso DNA uma fração dos povos que aqui estiveram em tempos mais remotos sejam brancos, negros ou indígenas, neste sentido não há como privilegiar um raça em detrimento de outra já que todos estão tecnicamente misturadas, aliás o conceito de raça é um tanto quanto ultrapassado, detalhes a seguir.

      Apesar de o termo raça ser utilizado no senso comum, é incorreto afirmar que a espécie humana possui diferentes raças. Isto porque o DNA entre pessoas com diferentes características físicas varia em menos de 0,1%. Para a Ciência, isto não justifica a criação de subespécies ou subcategorias de seres humanos. Porém, tendo em consideração a genética dos seres humanos e o consenso científico de que só existe a raça humana, é incorreto afirmar que uma pessoa branca e uma negra, por exemplo, seriam de raças diferentes. Isto porque fatores genéticos quase não diferem entre um indivíduo e outro. Em vários momentos da história e erroneamente nos dias atuais, o termo “raça” é utilizado para distinguir um grupo de pessoas que teria características físicas em comum. Ou seja, seriam semelhantes e, por isso, da mesma “raça”. Estas características envolveriam a cor da pele, dos olhos, o tipo de cabelo, etc. Mas a aparência de uma pessoa não a define como sendo de uma raça diferente, pois estudos genéticos mostram o contrário. Por exemplo, segundo um estudo publicado pela Universidade de Stanford, em 2011, a cor da pele de um indivíduo pode mudar drasticamente em apenas 100 gerações (cerca de 2.500 anos) como resultado de influências ambientais. Desta maneira, o consenso é de que a raça humana deveria ser classificada apenas por etnias, uma vez que, neste caso, fatores sociológicos são considerados mais relevantes que fatores genéticos. Ainda que indivíduos apresentem diferenças fenotípicas (na aparência física). Logo, o conceito de raça na biologia não é aplicado a seres humanos, somente a animais, como cães e gatos.

       Não creio em separação de classes por “cor” para diminuir a discriminação, a verdade é que o racismo sempre vai existir, mas a melhor forma de amenizar o problema é reafirmando a identidade dos negros atribuindo valor ao mesmo e não tratando como uma classe inferior e mendigando uma cota em nome da tal reparação. Quando a cota parte do ponto da necessidade financeira é uma coisa, mas basear benefícios sociais com base na cor da pele é no mínimo absurdo, quem é o cidadão nesta terra que não conhece um negro rico e um branco pobre? Sejamos honestos a ideia de incluir alguém para se efetivar ela na verdade exclui outros, sendo assim não faz sentido algum. 

     Os que alegam combater ser os defensores dos negros, promovem mais racismo do que o combate de fato. É lamentável ver os movimentos gastarem suas energias com brigas políticas do que no combate ao racismo de fato, isso é notório quando se levanta alguém negro que tem opiniões “fora da bolha”, aí o “bicho pega” e os negros começam a combater outros negros.

     As estatísticas muitas vezes apresentadas pelos movimentos para justificar suas causas e sua luta contra um “racismo estrutural” que procuram exterminar os negros da face da terra são irreais, em Salvador na Bahia por exemplo 85% da população é composta por negros, não é preciso ser um matemático para saber que a maioria das pessoas que morrerão diariamente serão negras, isso é o óbvio, que tais movimentos se recusam a enxergar, é uma questão aritmética se morrer numericamente a mesma quantidade de brancos e negros neste contexto proporcionalmente a quantidade de negros mortos seria infinitamente menor. Esse povo faltaram as aulas básicas de matemática, uma coisa são números absolutos e outra são números relativos, dependendo da disparidade o que deve ser considerado é o percentual proporcional e não os números reais, mais uma vez o que muitos chamam de “justiça social” e na verdade uma manipulação de dados que termina em injustiça.

    Outro erro gravíssimo nas estatísticas dos movimentos em defesa do negro é que os mesmos não levam em consideração premissas básicas. Por exemplo: negros matam outros negros, negros morrem em situações casuais como brigas, desavenças e outras situações cotidianas, sendo assim não me parece justo colocar na conta dos bancos e do suposto “racismo estrutural” todas as mortes de negros, há propósito só para lembrar o Brasil carrega uma triste estatística em que apenas 8% dos crimes são de fatos solucionados, ou seja, 92 mortes em cada 100 o inquérito é encerrado sem solução ou cai no esquecimento, sendo assim tais mortes de negros são atribuídas ao “senhor ninguém” e este senhor não possui identidade sendo assim nunca saberemos se a morte foi motivada por racismo. Nem toda morte eu adiria até que a maioria das mortes de negros não estão necessariamente ligada ao racismo, portanto não cabe falar em “genocídio dos jovens negros”. Basta morrer em alguma situação suspeita que os “defensores dos fracos e oprimidos” entram em cena de forma violenta para combater a violência, muito estranha essa postura, recente houve o caso do homem negro que foi morto por seguranças do Supermercados Carrefour, não se tem a história completa ainda, mas ao que parece houve eventos anteriores que motivaram a agressão que resultou em morte, deveriam ter espancado o homem até morte? Claro que não, há propósito sou radicalmente a pena de morte seja por autorização do Estado ou por justiça própria, mas não é possível afirmar que tal morte no Carrefour foi motivada por racismo, só para frisar o “cabra” tinha uma extensa ficha criminal que foi amplamente divulgada na internet, volto a dizer nada disso é justificativa para o acontecimento e há propósito os responsáveis devem ser punidos no rigor da lei, mas daí a decretar um veredito de racismo sem nenhuma comprovação aí já é no mínimo absurdo. Os justiceiros depredaram o Carrefour e já estão nas campanhas de boicote segundo eles para fazer justiça, sendo que na verdade eles estão causando desemprego de pessoas que precisam, teve uma foto viralizada na internet de uma jovem negra funcionária do estabelecimento tentando apagar o fogo ateado pelos juízes defensores dos negros e enquanto isso uma negra sendo prejudicada, resumo da história “nunca foi pela defesa dos negros, mas pela defesa de suas causas políticas”.

        Alguns movimentos divulgam umas estatísticas bem infladas que se fossem de fato verdadeiras no Brasil não teria se quer uma alma negra vida para contar a história.

      Para concluir volto a reafirmar, o racismo existe isso é um fato inegável, mas não na proporção e da forma muitas vezes que é divulgada pelo progressismo delirante e ressentido. E outra coisa importante que precisamos sempre enfatizar é que o negro ele tem um valor inestimável e isso precisar sempre ser reafirmado, o negro precisa ter identidade, crer no seu potencial e vencer na vida como uma pessoa honrada, alimentar ressentimento não é uma visão adequada, melhor é atribuir valor e não de certa forma mesmo que indiretamente diminuir.

     A cultura brasileira é extremamente miscigenada, tendo influências diversas e cada uma teve e tem sua importância, nossa cultura é rica justamente pela multidão de contribuições e aqui cabe mencionar que além dos negros, teve os indígenas e o europeu, todos tem o seu valor não existe um melhor ou pior, um mais e outro menos importante, como se diz: “não existe cultura melhor e nem pior, existem culturas diferentes”.

 

Reinaldo Valverde Pereira, o professor Valverde é Cristão Evangélico. Detém os cursos de Licenciatura em História e Bacharel em Teologia, possui ainda formação profissionalizante em Comunicação Oral & Escrita e Jornalismo Digital e é autodidata em empreendedorismo. É Entusiasta do Conservadorismo e do Liberalismo Econômico. Dispõe de uma vasta experiência em docência com passagens pelo ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos. Atuou como professor da Rede Privada de Salvador e atualmente é professor da Rede Estadual de Sergipe, além de escrever periódicos, sendo colunista de vários portais de notícias de todo o Brasil escrevendo sobre diversos temas. Instagram: @professor.valverde Twitter: @profvalverde