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Porteiro que citou Bolsonaro pode ter agido a mando de terceiros

O caso Marielle envolvendo o nome de Bolsonaro começa a ter uma reviravolta

14 fevereiro 2020 - 08h43Por Maycon Souza

O caso Marielle envolvendo o nome de Bolsonaro começa a ter uma reviravolta. Isso porque o porteiro que citou Bolsonaro pode ter agido a mando de terceiros. Pelo menos é o que aponta os investigadores do caso.

Casos obscuros estão sendo postos à luz

De acordo com a perícia realizada pelos investigadores a voz que autorizou a entrada do acusado de ter assassinado a vereadora Marielle no condomínio não é de porteiro que citou Bolsonaro. Portanto existe ainda muito a ser esclarecido e o caso começa a demostrar e comprovar as inconsistências.

Globo tentou induzir espectadores ao erro

A maneira como foi divulgada e posta a maneira montada pela Rede Globo, levava os espectadores a deduzirem a participação. Ao menos que indireta do presidente Jair Bolsonaro. Portanto com os desdobramentos a verdade será conhecida.

Uma verdade já foi comprovada, pois de fato o porteiro mentiu em depoimento.

Laudo da Polícia Civil

Segundo informações do jornal O Globo. “Laudo da Polícia Civil obtido concluiu que a voz do porteiro que liberou a entrada do ex-PM Élcio Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, não é a do funcionário que mencionou o presidente Jair Bolsonaro aos investigadores da Delegacia de Homicídios (…).”

Ainda segundo o jornal, “resultado do laudo reforça suspeitas de investigadores de que o porteiro que citou Bolsonaro pode ter agido a mando de terceiros.”

Porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro

Em outubro do ano passado, a procuradora do Ministério Público Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO). Foi confirmado que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento à Polícia Civil.

De acordo com Simone, quem autorizou a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio do presidente é Ronnie Lessa, acusado de ter feito os disparos.

Na noite de 29 de outubro de 2019, a edição do Jornal Nacional divulgou uma menção nominal ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) no caso dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, e do motorista dela, Anderson Gomes, ocorridos em 14 de março de 2018.

Bolsonaro fez duras críticas à TV Globo

“Lamentável a TV Globo, querendo me associar ao possível mandante da execução da senhora Marielle Franco. Esse caso não está encerrado. Eu vou até o fim. Não ficará por isso mesmo”, afirmou.

E prosseguiu:

“É um jornalismo vergonhososem escrúpulos”, disparou.

Revés para Porteiro que mentiu no caso Bolsonaro

Porteiro que mentiu sobre assassino de Marielle ter visitado casa de Bolsonaro. Pode ser investigado por crime contra a segurança nacional.

A investigação em torno do porteiro se deu após o procurador-geral da República, Augusto Aras, pedir ao MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro). Para que investigasse o porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro.

Porteiro que citou Bolsonaro cometeu crime de calunia e difamação

No ofício, Aras mencionou o possível enquadramento do crime de caluniar ou difamar o presidente da República. O que imputa, segundo o texto, “fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação”.

O delito é punido com 1 a 4 anos de reclusão.

Nas hipóteses de delito, Aras foi além e incluiu a Lei de Segurança Nacional, editada em 1983, “possível crime contra a Segurança Nacional”. Mencionando expressamente o artigo 13, parágrafo único, I, da Lei nº 7170/83 – a Lei de Segurança Nacional.

Fonte: Conexão Política