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Os duros anos da guerra

20 dezembro 2019 - 22h15Por Pró-Monarquia

Por consequência do injusto e penoso exílio ao qual foi forçada por ocasião da quartelada de 15 de novembro de 1889, que instaurou a República no Brasil contra a vontade popular, a Família Imperial Brasileira ainda se encontrava retida na Europa por ocasião da eclosão da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939.

O Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, sua esposa, a Princesa Consorte do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, seus dois filhos mais velhos, os Príncipes Dom Luiz de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, e Dom Eudes de Orleans e Bragança, sua mãe, a Princesa Imperial Viúva do Brasil, Dona Maria Pia de Bourbon-Sicílias de Orleans e Bragança, e sua irmã, a Princesa Dona Pia Maria de Orleans e Bragança, residiam no Mas-Saint-Louis, em Mandelieu, no Sul da França.

Na primeira fase do conflito, aquela região ainda oferecia relativa segurança, mas logo também passou a ser alvo dos bombardeios inimigos. O terreno do Mas-Saint-Louis, que tinha vista para o Mar Mediterrâneo, foi repetidamente atingido por obuses, mas, felizmente, a casa nada sofreu graças à proteção de sua capela, como sempre ressaltava, piedosamente, a Princesa Imperial Viúva.

Quando aconteciam os bombardeios, a Família Imperial e seus criados se refugiavam na nave da casa, e ficavam todos, muito compreensivelmente, extremamente aflitos, pedindo a proteção da Divina Providência. Somente o pequeno Príncipe Imperial Dom Luiz, que tinha de dois para três anos de idade, sem condições ainda de entender o dramático da situação, alegrava-se com as explosões que faziam tremer a casa, batendo palmas e exclamando: “Mais um buum! Mais um buum!”

Certa feita, em um local próximo, aconteceu de uma bomba cair trinta metros à direita da Princesa Imperial Viúva e, logo a seguir, outra caiu cinquenta metros à sua esquerda. Sua Alteza que há anos sofria de uma doença na vista que, além de deixá-la completamente cega antes do fim da vida, ainda a atormentava com dores atrozes só encontrava alívio na oração. Felizmente, a Divina Providência não os abandonou, e protegeu nossa Família Imperial por toda a duração da Segunda Guerra!

 

Suas Altezas Imperiais e Reais o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, sua esposa, a Princesa Consorte do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, e seus três filhos mais velhos, Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luiz de Orleans e Bragança, e Suas Altezas Reais os Príncipes Dom Eudes e Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

 

Baseado em trecho do livro “Dom Pedro Henrique, o Condestável das Saudades e da Esperança”, do Professor Armando Alexandre dos Santos.