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O genocida e a choro livre: quem realmente mata?

20 março 2021 - 23h48Por Silvio Rodrigues

O sobrenome Bolsonaro associado ao termo “genocida” se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após Felipe Neto, um apresentador de vídeos pessoais no canal Youtube ser intimado no início desta semana a prestar esclarecimentos por ter usado o termo para desqualificar o Presidente da República.

Em Brasília, no dia 18 do corrente, também com base na Lei de Segurança Nacional, manifestantes foram detidos por exibirem desenhos associando o presidente a uma suástica nazista e um cartaz com os dizeres “Bolsonaro genocida”. No mesmo dia, uma decisão liminar suspendeu a investigação contra Felipe Neto iniciada a partir de uma notícia-crime apresentada pelo Vereador e filho do Presidente, Carlos Bolsonaro.

Especialistas em direito internacional dizem que classificar Bolsonaro como genocida é retórica sem base jurídica e diferenciam uma eventual criminalização na esfera penal do uso retórico do termo para denunciar omissões e erros do governo Bolsonaro diante do agravamento da pandemia de Covid-19

O que dizem os especialistas

O crime de genocídio está definido pela Convenção para Prevenção e Punição do Crime de genocídio como atos com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal. Esse foi o primeiro tratado aprovado pela ONU, em 1948, em meio à pressão diante do holocausto na Alemanha nazista de Adolph Hitler, que se estima ter matado mais de 6 milhões de pessoas.

Impresso pelo especialista em direito internacional Raphael Lenkin, o termo genocídio teve a definição reiterada pelo Estatuto de Roma, em 2002, documento que criou o TPI (Tribunal Penal Internacional) para julgar crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.

Sylvia Steiner. única brasileira a integrar a Corte até hoje, de 2003 a 2016,  afirma que não vê paralelo entre as ações do governo federal e o crime de genocídio, que só é considerado quando há comprovação da existência de uma política intencional de extermínio. “As condutas descritas em lei que sejam praticadas contra um grupo nacional, étnico e religioso e com a finalidade de destruir no todo ou em parte esse grupo. Se não tiver esses três elementos, pode ser qualquer outro crime. Pode ser crime de perseguição, de assassinato, de extermínio, mas não é crime de genocídio”, afirma.

Pesquisadora da FGV-Direito de São Paulo, ela pondera que a população leiga não tem obrigação de conhecer o termo, que já teve o entendimento pacificado por um conjunto de decisões internacionais. Logo, na visão dela, o termo genocida não se aplica. “Eu não posso dizer que existe uma intenção dolosa de exterminar a população brasileira ou parte da população brasileira. Acho que aí o uso do termo genocídio é retórica para que todos percebam a gravidade da situação. Isso ninguém pode negar”, diz. Steiner.

A professora Carolina Claro, do Instituto de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília), também diz que é preciso cuidado no uso do termo, mas defende a responsabilização do governo por omissões. Por outro lado, ela afirma que do ponto de vista sociológico o conceito é mais maleável. “O termo técnico precisa ser usado com cautela, até porque a gente não pode condenar uma pessoa antes de todo o conjunto probatório ser determinado e antes que haja um julgamento justo, mas entendo que o uso dessa palavra tem uma conotação muito mais social e para mostrar que existe um problema”. Disse, referindo-se ao uso feito pelo movimento negro e indígena.

Steiner afirma que não vê elementos contextuais para provar que o governo brasileiro comete crimes contra a humanidade. “O crime contra a humanidade exige que exista o chamado ataque sistemático e generalizado contra a população civil. A noção de ataque também já está afirmada na jurisprudência. Não precisa ser necessariamente um ataque armado, mas um plano, uma política de ataque a uma determinada população”.

O que é genocídio

A Convenção de 1948 da ONU e o Estatuto de Roma definem genocídio como atos com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal, como: Homicídio de membros do grupo, Ofensas graves à integridade física ou mental de membros do grupo. Sujeição intencional do grupo a condições de vida com vista a provocar a sua destruição física, total ou parcial, Imposição de medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo, Transferência, à força, de crianças do grupo para outro grupo.

O caso Ruanda

Em abril de 1994, o genocídio do Ruanda chocou o mundo. Extremistas hutus atacaram a minoria tutsi no país, fazendo milhares de mortos. O massacre em grande escala não poupou vizinhos ou mesmo famílias. Muitos hutus mataram os seus próprios cônjuges por não partilharem a mesma etnia. Houve mesmo hutus que, sendo casados com mulheres tutsis, mataram os seus próprios filhos por entenderem que estes tinham características ou aparência de tutsis. Caso clássico de extremismo ideológico.

Genocídio cambojano

Pol Pot foi o líder do Partido Comunista cambojano conhecido como Khmer Vermelho. À frente desse partido, ele lutou em uma guerra civil que o levou ao poder do Camboja em 1975. A partir disso, Pol Pot implantou uma utopia agrária que promoveu o esvaziamento das cidades. Suas ações no governo do país resultaram também no genocídio que vitimou, pelo menos um milhão e meio de pessoas em cerca de quatro anos.

Uma vez no governo, Pol Pot começou uma ditadura que promoveu inúmeras alterações em todo o Camboja. Entre as ações desse líder, destacam-se:

O esvaziamento das cidades e a migração forçada da população para fazendas coletivas, onde todos eram obrigados a trabalhar; Instituição do ano zero como marco para uma revolução cultural no Camboja; Abolição de qualquer religião do país; Intensa perseguição contra minorias étnicas, por meio da proibição de manterem sua cultura, de usarem seus trajes e falarem seus dialetos; Intensa perseguição contra todos que possuíssem vínculos com vietnamitas e com ocidentais, principalmente.

O drama dos Rohingya de Myanmar

Em outubro de 2016, um grupo da etnia Rohingya foi acusado de matar nove policiais em Myanmar. A partir daí, recrudesceu a histórica perseguição a essa minoria muçulmana no país maioritariamente budista. Nos meses seguintes, mais de 70 mil haviam procurado refúgio em Bangladesh.

Apagados da história

A falta de pátria segura confronta os Rohingya com um futuro incerto. Enquanto isso, Myanmar planeja obliterar também seu passado: o ministro da Cultura e Assuntos Religiosos anunciou o lançamento de um livro de história sem qualquer menção à minoria muçulmana. "A verdade é que a palavra Rohingya nunca foi usada ou existiu como etnia ou raça na história birmanesa", declarou em dezembro de 2016.

Só para efeito de esclarecimento e visão dos não-vistos, os relatos acima descritos tratam verdadeiramente de GENOCIDIO. Não se pode desqualificar ou classificar os atos e falas muitas vezes grosseiros do Presidente Bolsonaro. É muito fácil condenar os de casa e aplaudir os de “fora”.

Sei que nenhum erro pode justificar outro, mas se observarmos bem; muito dos que atacam Bolsonaro e replicam palavras estúpidas sem ter o menor conhecimento ou noção do sentido da palavra, são em grande parte, admiradores de figuras que mancharam a história da humanidade com sangue inocente e o sofrimento dos que pensavam e ousaram expressar ou não, um pensamento diferente do dominador.

Vejo muitos críticos de Bolsonaro, de quem se diga, não é nenhum modelo exemplar de governante, mas fãs da história vil de Stalin apontando os dedos a qualquer governante e acusando de genocida é demais.

É inconcebível. Muitos destes também são admiradores de Stalin, Mao Tsé Tung, Wladmir Putin, Nicolas Maduro e de outros elementos sanguinários, porém, é mais fácil chamar um governante de genocida que fazer algo de útil, como promover atos e campanhas de ajuda humanitária e apoio ao próximo.  Eles gostam de holofotes, igual a mariposas vulgares, mas brilham menos que um vagalume.

Reclamem ou reclamemos do jeito estúpido do Presidente, mas respeitem a autoridade e tratem com devido respeito. Discordar é salutar, mas simplesmente tentar implodir pessoas ou instituições, é autodestrutivo, é suicídio solo ou coletivo e isso em resumo é mais estúpido que a própria estupidez.

O choro é livre, a imprensa marrom também

Diante dos atos e fatos ocorridos durante o catastrófico período de pandemia mundial, nem as falas grosseiras do Presidente e nem as maldades revestidas de “pás de cal” impostas ao povo brasileiro pela mídia massiva, principalmente pelas dominantes que entram como ventos da maldade nas casas dos cidadãos e os fazem adoecer ainda mais e perecer ante o caos, investindo pesadamente em noticias negativas, apostando no quanto pior melhor.

Deseducando e desinformando; colocando pessoas contra pessoas e cidadãos contra instituições. Não dá para suportar tanto escárnio com uma população que morre em massa por doenças, fome, tristeza, depressão, raiva e sede.

Tudo começou na edição de terça (16) do Jornal Hoje, quando a apresentadora do telejornal, no improviso, soltou o termo “o choro é livre” ao vivo durante o noticiário, insinuando que as pessoas que são contra o lockdown poderiam chorar a vontade porque, segundo ela, especialistas são unânimes que essa é uma medida indispensável agora para conter a circulação do vírus.

A palavra proferida pela apresentadora foi mais que infeliz como infeliz deve ser sua vida. Uma pessoa que apresenta mal, que tem uma dicção ruim, que emite opiniões infundadas e impensadas, que parece se julgar a JORNALISTA, fala sempre bobeiras e provavelmente a serviço de seus odiosos patrões, fala o que não gostaria que falassem a ela.

Discurso de ódio

 Quando a apresentadora diz que “o choro é livre”, a mesma pratica aquilo que diz abominar: “PRECONCEITO, DESPREZO E DISCRIMINAÇÃO” com os que não têm como se manter, como sobreviver, como trabalhar, como conseguir o sustento de suas casas. É muito cômodo dizer FICA EM CASA quando se tem um salário seguro e muitas vezes maior que o do Presidente da República, muito maior.

É cômodo ironizar trabalhadores, empresários, desempregados, mulheres, homens, crianças, negros, índios, LGBT’s e tantos outros brasileiros que perecem com todo tipo de provação e privação.  A apresentadora se comportou como um “capitão do mato” ou como um capataz, ou ainda, um carrasco da casa grande que desprezava seus pares, esquecendo-se de quem é e para onde vai.

A imprensa brasileira, em sua maioria, sejam canais grandes ou pequenos blogs, estão diariamente fazendo um terrível desserviço ao país. Não falam de soluções, insistem na desgraça e no caos, insistem no discurso de fim do mundo, insistem em intrigas e baixarias, insistem sempre no negativo porque o positivo, acreditam eles, não dá audiência, não vende noticia e não angaria patrocínio.

Eles se acham com o poder de gerar e exterminar, de criar ídolos e transformar os mesmos em monstros para depois destrui-los. A imprensa hoje é a grande prostituta (com todo o respeito às prostitutas) que se vende a quem pagar mais. É a grande mercenária que desconhece o sentido de pátria, que faz guerra contra os que se opõem ao poder oculto dominante.

A imprensa em sua maioria, a qual se intitula o 4º poder, usa esse poder para manipular corações e mentes, para vender intrigas e mentiras, para culpar, julgar e condenar a quem bem entenda.

De vitima a algoz

A pobre vitima de outrora, hoje trata os próprios que se comoveram com os “ataques” racistas sofridos, como seres desprezíveis e sem importância. A vitima de ontem é algoz de milhões hoje. O próprio Jesus falou disso há quase dois mil anos “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração... Mateus 12:34”.

Sim querido leitor, essa gente diz o que pensa e sente. Fala a boca o que sente o coração. Não é posição financeira ou racial que define o caráter. Pessoas brutas e duras são mais confiáveis que as que fingem bondade.

O Presidente Bolsonaro tem cometido muitos erros, mas pior que ele são os falsos que se travestem de boa gente ou boa instituição, mas no fundo são como túmulos enfeitados; que por fora são bonitos, mas por dentro estão cheios de podridão.

O abutre de Kevin Carter foi muito mais digno que ele "O homem ajustando suas lentes para capturar o enquadramento exato daquele sofrimento poderia muito bem ser um predador, outro urubu na cena". Assim também, vemos que apesar dos insultos proferidos diariamente contra o Presidente Bolsonaro e seu governo, quando o chamam de matador ou genocida, os que o acusam são muito piores que ele.

Se o Presidente é o abutre, este pelo menos não ataca a presa viva, espera sua morte. Ao contrario deste; os que poderiam ajudar a criança a chegar ao abrigo para se alimentar e sobreviver, prefere fazer funcionar sua lente para capturar uma imagens (almas) e vende-la a fim de lucrar sempre com a desgraça humana.

Por fim, digo que como Jornalista Profissional Diplomado, sinto aversão a pessoas como a apresentadora,  que desconhece o valor da vida e a situação do POVO BRASILEIRO, que todos os dias tem que ir à luta na arena da vida para tentar viver e manter os seus. Como um soldado em um campo de guerra, que mesmo sem munição precisa continuar lutando, ainda que cada movimento possa custar sua vida, a luta é incessante.

O choro é livre e nós também somos. O suposto genocida pode estar cometendo prevaricação, mas seus juízes midiáticos cometem o verdadeiro genocídio.

Os que dizem “O CHORO É LIVRE”, matam milhões diariamente.

 

“A carta que você escreveu não dizia a verdade. Você mentiu da mesma forma que os jornais falam da realidade”. (Picassos Falsos).

 

O autor é Jornalista Profissional, Mestre em Geografia e Editor-Chefe do Jornal O Conservador.