sexta, 07 de maio de 2021
Terça Livre TV
Conservadores
ECONOMIA

Millenium Bioenergia confirma 4,4 Bilhões em investimentos no Amazonas

A maior cadeia produtiva de biocombustíveis da Região Norte

15 dezembro 2019 - 22h41Por Felipe Raphael Pinto Silva - Economista

Resultado de imagem para millenium bioenergia no amazonas

O Estado do Amazonas é dependente economicamente do Polo Industrial de Manaus desde sua implantação. Ao longo de décadas não houve por parte do poder público incentivos contundentes para o desenvolvimento econômico da região, uma espécie de válvula de escape para essa dependência. No entanto, uma ação conjunta de público e privado deram um ar de alívio e as possibilidades para o desenvolvimento regional teve esperança renovada.

Para chegarmos ao Amazonas temos que passar pela gestão atual do Governo Federal, onde não mede esforços para desburocratizar as questões ambientais e avançar com projetos que visam ampliar o desenvolvimento do país, como: Br 319. Com o destravamento das leis ambientais no Amazonas, foi possível avançar com a implantação, pela Millenium Bioenergia, da maior cadeia de produção de etanol através do milho. A primeira parte do projeto vai ocorrer no estado de Roraima, onde a multinacional vai investir mais de R$ 1 bilhão na construção do complexo industrial de Bonfim. Nessa primeira fase da construção, serão investidos R$ 600 milhões e oferecidos 1.500 vagas de emprego. A mão de obra será absorvida do mercado local, por meio de empresas que serão contratadas para o serviço. A obra terá um total de 270.000m².

As três usinas do Amazonas terão capacidade de produção semelhante a de Bonfim, cerco de 600 mil litros de etanol por dia. Cinco produtos à base de milho serão produzidos na fábrica: etanol, o farelo de milho DDGS (Dried Distllers Grains With Solubles), gás dióxido de carbono alimentício engarrafado, bio-óleo comestível e o excedente empregado na geração de energia.

É claro, todos esses benefícios estão sendo acompanhados por uma cobertura de incentivos cedidos pela SUFRAMA que, unidas pelas medidas do Governo Bolsonaro, são responsáveis pelo crescimento do PIM de Manaus que tem previsão de geração de 100 mil empregos até o ano de 2022. Contudo, o simples fato de termos opções para o desenvolvimento da economia local, como é o caso da plantação de milho, dá o alívio que o Amazonas precisa.

Dessa forma, o conjunto de ações e medidas, somadas a persistência de alguns parlamentares e executivo, atrai o setor privado a investir nas mais diversas possibilidades de negócios que nossa região proporciona. Como o ditado popular diz “nunca bote os ovos numa só cesta”, devemos realizar o raciocínio no desenvolvimento regional para que não haja engessamento da economia e uma grande dependência financeira de uma única fonte. Quem sabe os “discursos populares” em defesa da ZFM acabem quando tivermos consciência do potencial amazônico.

 

 



Felipe Raphael Pinto Silva - Economista