quinta, 06 de maio de 2021
DESACATOU POLICIAIS CIVIS E MILITARES

Presidente do Sinpol-AM divulga nota sobre o ocorrido em Delegacia de Manaus

23 dezembro 2019 - 10h00Por Fabrício Cavalcante

Após ser preso em flagrante por policiais militares na madrugada de sábado (21), por suspeita de agredir uma mulher em um clube, o presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (SINPOL-AM), Jaime Lopes, foi conduzido até o 12o DIP. Lá, alterado, ele desacatou os agentes de plantão, bem como os policiais militares que o conduziram. De acordo com o tenente Hércules Soeiro, da 16a Companhia Interativa Comunitária (CICOM), a vítima agredida pelo presidente do SINPOL é uma investigadora da Polícia Civil (IPC).

''Ele estava bastante alterado, devido ao fato de estar embriagado. Ofereceu resistência, chegou mesmo a quebrar o colete de um policial militar, que felizmente, conseguiu imobilizá-lo'', disse o tenente. 

Ontem, Jaime Lopes soltou uma nota de esclarecimento, dando sua versão dos fatos ocorridos. É esta nota que vamos colocar aqui:

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

Ainda estou muito abalado emocionalmente em virtude de todo o ocorrido comigo, sobretudo, com a tentativa de estigmazação da minha conduta com base em recortes.
Mas, não objetivo me eximir de qualquer eventual responsabilidade. Enfrentarei essa situação de cabeça erguida consciente que represento a Polícia Civil e que devo honrar quem confia em mim.

Em respeito aos meus filhos, a mãe das minhas filhas, demais familiares, amigos, aos Policiais Civis e a sociedade, sinto o desejo de me expressar, independente de compreensões e quais outros possíveis julgamentos.

De fato, me realizo em lutar pelos direitos da classe que orgulhosamente eu represento, de dar apoio a cada servidor ou ser humano, em qualquer necessidade, seja coletiva ou individual. Porém, jamais irei usar a entidade a qual presido para me blindar de problemas na esfera privada.

Em síntese, recentemente, tive problemas na minha vida conjugal e por isso venho tentando reconstruir a minha família. Essa é a prioridade da minha vida. Como não havia logrado êxito em algumas empreitadas, resolvi sair e espairecer ouvindo o ritmo que mais gosto, forró. Por esse motivo, fui a Casa de Show Axerito. Lá chegando, me deparei com um contexto onde levei um empurrão.

Preliminarmente, estava em total condição de normalidade, portanto, busquei direcionar a coisa no campo da racionalidade. De igual modo, ressalto que não agredi mulher alguma e desafio quem quer que seja a provar o contrário. Eu apenas acionei a segurança e pedi que interviessem face aquela situação. E continuei tranquilamente. Eu só queria paz.

Depois, os Seguranças tentaram me retirar do local, ocasião em que ponderei uma vez que eu não havia perpetrado nenhuma conduta errônea.
Em seguida, chegaram alguns policiais militares agindo com rispidez comigo numa ação desproporcional.

Ressalto que tenho total respeito pela Instituição Polícia Militar, inclusive, tenho familiares e amigos que atuam naquela instituição, além de sempre atuar em parceria com as associações dos Militares. Esse fato não mudará a minha opinião quanto a PM. Mas, como cidadão, questionei o motivo das agressões perpetradas contra mim e de toda espetacularização da abordagem feita a mim por aquela guarnição. Fui empurrado, chutado, derrubado e algemado sem qualquer motivo justificado. Fui lesionado no rosto e no corpo. Me algemaram tão fortemente que os meus braços ficaram cortados.
Nesse momento, de fato, face a tudo que eu estava sendo submetido, acabei me exaltando. Tudo isso aconteceu porque me opus a uma ordem que não era manifestamente legal. Quando cheguei a Delegacia, queria apenas que retirassem algema de mim, até porque o fato concreto, além de denotar uma agressão desnecessária a mim, inobservava aquilo que claramente preconiza a Súmula Vinculante n° 11 do STF.
Não me debruçarei acerca de manifestação oportunista de pseudo sindicato, de parlamentar oportunista e meio de comunicação manipulado que, se não fossem tendenciosos, no mínimo, me ouviriam.
Mas, creio num Deus justo e agradeço pelo imenso apoio que estou recebendo. Os fatos não mudarão a minha postura incondicional de defesa da Polícia Civil e de toda e qualquer Força Policial, onde quer que eu esteja.

De todo modo, estou a disposição dos Órgãos oficiais para esclarecer os fatos e, apesar de todo o exposto, face a inegável exposição, PUBLICAMENTE, quero pedir perdão aos meus filhos, a mãe das minhas filhas, aos meus familiares, ao Delegado, a Escrivã, a Investigadora plantonista, a toda equipe que estava de plantão e recebeu a ocorrência, bem como, a todos os sindicalizados do SINPOL/AM e de toda sociedade amazonense.

Jaime Lopes