sábado, 08 de maio de 2021
Amazonas

Mesmo sob ataques injustos, Governo Federal cumpre sua obrigação com o Amazonas

25 janeiro 2021 - 01h52Por Silvio Rodrigues

A crise no agravamento da pandemia no Estado do Amazonas vem revelando um momento estranho em que interesses pessoais se sobrepõem ao interesse público com o conhecimento e aval dos governantes estadual e municipais. Estes mesmos, quando revelados e cobrados por seus atos ímprobos, tentam transferir a culpa e responsabilidade para o Governo Federal. Vindo este a ser o “vilão da história”.

Ao invés de os veículos de imprensa se colocarem ao lado da verdade, muitas vezes cedem aos encantos das verbas publicitárias que são atraentes e fazem o que o cliente pede. Não agem com razão e com justiça, nas com interesses próprios. Ressalte-se que a maioria dos veículos médios e pequenos não têm Jornalistas, mas alguns aventureiros que se travestem de Jornalistas para vender noticias de qualquer jeito, sem conhecimento técnico e senso de responsabilidade. O pior de tudo é a conivência dos governos.

Bolsonaro e Pazuello são culpados?

No caso em questão, está o Presidente Bolsonaro que vem junto com sua equipe, principalmente do Ministério da Saúde, sendo acusados de prevaricação e improbidade administrativa; de serem responsáveis pela crise e a situação de calamidade pública que chegou o Estado a Capital Manaus. Um movimento pela saída do presidente Jair Bolsonaro do governo cresceu na última semana após o colapso no sistema de saúde de Manaus (AM).

A PGR (Procuradoria Geral da República) disse em nota na terça-feira (19) que cabe ao Legislativo julgar “eventuais atos ilícitos” cometidos por autoridades da “cúpula dos Poderes da República” durante a pandemia de covid-19, e que resultem em responsabilidade.

A nota não cita diretamente a possibilidade de análise de impeachment, mas a Constituição estabelece que cabe ao Congresso julgar casos de crime de responsabilidade cometidos por autoridades.  “Segmentos políticos clamam por medidas criminais contra autoridades federais, estaduais e municipais. O procurador-geral da República, no âmbito de suas atribuições e observando as decisões do STF acerca da repartição de competências entre União, Estados e municípios, já vem adotando todas as providências cabíveis desde o início da pandemia. Eventuais ilícitos que importem em responsabilidade de agentes políticos da cúpula dos Poderes da República são da competência do Legislativo”, disse a PGR.

Apesar do posicionamento, o órgão informou que continuará investigando atos ilícitos e contribuindo para que a ordem jurídica, centrada na Constituição e nas leis do país, seja observada, “a fim de que não haja o alastramento da crise sanitária para outras dimensões da vida pública”.

As instituições estão funcionando regularmente em meio a uma pandemia que assombra a comunidade planetária, sendo necessária a manutenção da ordem jurídica a fim de preservar a estabilidade do Estado Democrático.

Pazuello anuncia ações no enfrentamento à pandemia no Amazonas

Com o objetivo de dar agilidade às ações de enfrentamento da Covid-19 no Amazonas, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, decidiu criar um comitê de crise para dar maior eficiência nas decisões de controle da doença na região. A ação foi tomada no dia 11do corrente.

Na presença de secretários do Ministério da Saúde, técnicos e representantes dos órgãos locais envolvidos no enfrentamento da pandemia, Pazuello determinou que o comitê deve se reunir duas vezes por dia para troca de informações e tomada de decisões contra os desafios impostos pelo coronavírus ao sistema de saúde amazonense. “Essas decisões devem ser diárias e colocadas em prática imediatamente”, recomendou o ministro da Saúde.

Ações para o Amazonas

A visita ao Amazonas também serviu para atualização das ações que têm sido tomadas pelo governo local para combate da doença e para fornecimento de apoio do Ministério da Saúde no fornecimento de insumos para atendimento da população.

O ministro Pazuello solicitou, na visita, que a gestão local informasse a quantidade necessária de oxigênio hospitalar para atendimento dos pacientes. Ainda no dia (12/01), o Estado recebeu do Governo Federal um reforço de 198 cilindros, que vão reforçar o tratamento das pessoas com Covid-19 que necessitarem de suporte respiratório.

Também foi acordado que o Hospital Delphina Aziz, do Estado, vai transformar um dos seus centros cirúrgicos em um ambulatório com capacidade para 30 leitos. O hospital também abrigará, no seu estacionamento, duas enfermarias de campanha, sendo uma feminina e uma masculina, com 40 leitos cada. A instalação será feita pelo Exército Brasileiro. “Essas enfermarias são melhores que muitas existentes em hospitais do país”, garantiu o ministro, ao fazer o anúncio.

Outras duas enfermarias do tipo também devem ser instaladas no Hospital 28 de Agosto, com quantidade de leitos ainda a definir.

Navio Doca Multipropósito

O ministro Eduardo Pazuello informou que enviará a Manaus nos próximos dias o Navio Doca Multipropósito Bahia para auxiliar nos atendimentos de saúde da população. Com 168 metros de comprimento, a embarcação é equipada com um complexo hospitalar de 500 metros quadrados e 49 leitos, o que lhe confere grande capacidade de apoio médico. Como tem acesso direto ao convés de voo principal, o navio permite que helicópteros realizem evacuações aeromédicas de urgência.

A estrutura conta ainda com duas salas de cirurgia, consultórios médicos e odontológico, laboratório de análises clínicas, sala de raio-X, centrais de oxigênio e de esterilização, leitos de unidade de queimados, de UTI, estabilização/pré-operatório, isolamento e enfermaria. “É isso que precisamos fazer. Sair daqui com a disposição e o compromisso de tocar essas ações”, afirmou o ministro da Saúde.

Se tomar decisões e ações que possam resolver o problema ou diminuir os impactos da pandemia sobre a população tornam o Governo Federal culpado, então que se apresentem os salvadores da pátria e tragam suas ações e soluções.

Mais doses de vacina para Amazonas

O governador Wilson Lima anunciou que o Amazonas receberá mais 132.500 doses de vacina contra o coronavírus e que isso será o suficiente para terminar de vacinar profissionais da saúde e todos os idosos com mais de 75 anos do Estado. “Nós acabamos de receber uma informação do envio de mais vacinas para o estado do Amazonas. Nós já nos preparamos com a nossa rede, a distribuição já está feita de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.”

Fundo Epidemiológico

O Ministério da Saúde informou na 6ª feira (22) que o Governo Federal vai criar um Fundo Epidemiológico para reforçar a imunização contra a covid-19 no Amazonas. O Ministro Eduardo Pazuello disse que 5% das duas milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford que chegaram ao Brasil serão encaminhadas ao Estado.

A proposta de criar o fundo foi aprovada por unanimidade na 5ª feira (21), na reunião do Fórum de Governadores. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é destinar “uma cota das novas doses de vacinas para a região que estiver mais impactada pela pandemia no período analisado. Neste momento, as doses serão destinadas ao Amazonas”.

Dados da pasta mostram que foram registradas 714 mortes por covid-19 nos últimos sete dias no Amazonas. O número corresponde a 10,5% do total de óbitos registrados no Estado pela doença desde o início da pandemia.

A próxima cota é de, no total, 6,1 milhões de doses: 4,1 milhões da CoronaVac e as duas milhões da AstraZeneca/Oxford. A parte destinada ao Amazonas é de aproximadamente 300 mil doses. O restante será distribuído proporcionalmente entre os demais Estados. “Damos prioridade neste momento para o Estado do Amazonas, principalmente sua capital Manaus, que vive hoje uma situação realmente mais crítica no nosso país. E essa prioridade fica evidente a partir de um acordo com os governadores, onde 5% dessa primeira carga vai ser destinada para onde está o maior risco do país que é em Manaus”, disse Pazuello ao receber as doses da vacina da AstraZeneca/Oxford na 6ª feira (22).

Desta forma, o Governo Federal mostra o compromisso que tem com o Brasil e especialmente com o Amazonas. Apesar das criticas, temos um Ministro que é Amazonense e que tem consigo a experiência de General para esse momento de guerra em que vive o mundo.