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Arcebispo de Juiz de Fora também rejeita Campanha da Fraternidade

17 fevereiro 2021 - 23h29Por Brehnno Galgane
Arcebispo de Juiz de Fora/MG, Dom Gil AntônioArcebispo de Juiz de Fora/MG, Dom Gil Antônio

Após a cartilha progressista da Campanha da Fraternidade, o Arcebispo de Juiz de Fora/MG, Dom Gil Antônio, orientou o clero da arquidiocese a não utilizar o texto-base da Campanha da Fraternidade de 2021.

Em um comunicado por ocasião da quaresma, Dom Gil Antônio afirmou que o texto que fundamenta a campanha apresenta graves erros teológicos.

“Neste ano, houve uma grave falha com relação ao texto-base que tem provocado séria polêmica, por apresentar conceitos duvidosos em relação à Doutrina Social e à Moral cristã, em sua redação e na sua subjacência, sendo a autora (Pastora Romi Bencke) adepta de correntes morais não aceitas pela Igreja Católica e nem por grande parte dos nossos irmãos evangélicos”, destacou Dom Gil Antônio.

“Sugiro para base de nossa reflexão quaresmal a Encíclica Fratelli Tutti e a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma”, acrescentou o Arcebispo de Juiz de Fora.

O arcebispo militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, também tomou o mesmo posicionamento contra a Campanha da Fraternidade de 2021, enviando ainda uma carta de repúdio e alerta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Compete aos bispos diocesanos, como autênticos Mestres e guardiões do Depósito da Fé, garantir a ortodoxia da fé que é pregada aos seus diocesanos. Esta missão, objeto de solene juramento por parte de cada um de nós antes de nossa ordenação episcopal, compromete a minha consciência de bispo e a ela jamais poderei renunciar”, afirmou Dom Fernando Guimarães.

“Por este motivo, comunico-lhe que no Ordinariado Militar do Brasil, durante a quaresma deste ano, seguiremos as orientações teológico-litúrgicas próprias do tempo quaresmal e não serão utilizados quaisquer dos materiais produzidos oficialmente para a Campanha da Fraternidade deste ano”, diz o comunicado de Dom Fernando.

A Campanha deste ano inclui temas como o “movimento LGBTQI+” e as “questões de gênero”. Com o tema “Cristo é a nossa paz: o que era dividido fez uma unidade”, a CNBB adere na campanha deste ano a narrativa de grupos esquerdistas e anticristãos.